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Heloíse Martins

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      Meu nome é Heloise Regina Martins. Nasci em Brasília, estudei, durante toda a  educação básica, em escolas públicas e cursei o ensino superior em uma faculdade privada de Educação Física. Sempre gostei muito de estudar, meus professores e colegas dizem que sou organizada, dedicada e responsável – eu considero-me uma profissional forjada pela leitura, pela escrita, em longas tardes e noites de muito trabalho.
      Aprender, pra mim, não é uma atividade vinculada apenas à educação formal. Sempre estudei fora da escola, sempre busquei outros espaços onde pudesse aprender a partir de domínios que não se limitassem ao cognitivo. Por isso, pra mim, teatro é escola, galerias de arte são escolas, espetáculos musicais são escolas, parques ecológicos são escolas.
       Gostar de estudar, ser responsável com a minha aprendizagem acabou me levando ao Magistério. Lá, encontrei os estudos sobre as crianças, sobre a própria aprendizagem, sobre a profissão docente. Essa foi uma época muito boa e gratificante, de crescimento pessoal e profissional, ainda que hoje eu reconheça que parte dessa formação foi voltada para métodos e recursos didáticos, caracterizando o enfoque tecnicista do currículo da época. 
        Iniciei minha vida profissional, em 1997, numa escola particular. Fui dinamizadora de todas as séries, quando pude de colocar em prática muito do que tinha visto na minha formação. Dinamizar, também, oportunizou-me o trabalho com as diferentes linguagens.
        Em 1998, fui convocada para trabalhar na Secretaria de Educação do DF.  Comecei alfabetizando alunos com deficiência intelectual (DI), e com alunos egressos da estimulação precoce e incluídos na Educação Infantil, no trabalho de Itinerância. Somente atuando na sala de aula e fazendo cursos de aperfeiçoamento é que entrei em contato com questões como o papel social da escola, e a responsabilidade do educador na formação crítica de cidadãos.
        Atuei também na inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (ANEE) em processo de alfabetização. Promovia encontros e oficinas sobre alfabetização e acompanhava os progressos dos alunos. Foi um período bastante enriquecedor, trabalhava com muitas escolas e conheci diversas realidades no campo da inclusão. Pois via como se dava esse processo para o aluno, o professor e para as famílias. 
        Em 2002 fiz especialização em Educação Especial. Ampliei meus conhecimentos específicos quanto às necessidades especiais e, com as reflexões nos encontros, revi algumas concepções quanto à inclusão do aluno ANEE.
        Em 2008, convidada para a tutoria do CForm/UnB, tive a oportunidade de conhecer várias pessoas, trocar experiências e assim, aprender bastante. Foi um ano de muita leitura e produção intelectual. E um ano atípico, pois, toda teoria vista nas aulas da UnB e nas coordenações era processada e adequada para a tutoria. Nos encontros com as cursistas tive a oportunidade de discutir, refletir, ouvir opiniões e experiências. Assim meu processo de aquisição do conhecimento se tornou dinâmico e significativo. Vivenciei na prática o que é ser um professor pesquisador.

 

 

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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