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Heloíse Martins

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03.06

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SE – DREC - NMP
CEFORM/EAPE
Tutora: Heloise Regina Martins

Plano de Aula – 03.06.2008

Tema: alfabetização e letramento

Objetivo: perceber e diferenciar as diversas facetas da aprendizagem da leitura e da escrita descritas por Magda Soares e identificá-las em atividades práticas de sala de aula.

Poema: Gorjeios de Manoel de Barros
 
Gorjeio é mais bonito do que o canto
 Porque nele se inclui a sedução
 É quando a pássara está enamorada que ela gorjeia
 Ela se enfeita e bota novos meneios na voz
 Seria como perfumar-se a moça para ver o namorado
 É por isso que as arvores ficam loucas se estão gorjeadas
 É por isso que as arvoras deliram
 Sob o efeito da sedução da pássara as arvores deliram
 E se orgulham de terem sido escolhidas para o concerto
 As flores dessas árvores, depois, nasceram mais perfumadas

Apresentação de Atividades:
 Poema “Jogo de Bola” de Cecília Meireles com dramatização, brincadeira de roda e sugestão de atividade.
 Dodecaedro: apresentação dos grupos e análise das atividades com objetivos e relacionando com as facetas da aprendizagem da leitura e da escrita.
 Apresentação de atividades pelas escolas: EC 06, EC 64,

Horas indiretas (avaliação):
 Livros da Ciranda da Leitura
 Intervenção pedagógica: diagnóstico, planejamento da intervenção, apresentação dos resultados.
Atividade com o texto “Letramento: Caminhos e Descaminhos”:
 Exposição das facetas da aprendizagem da leitura e escrita
 Consciência fonológica
 Trabalho em grupo: identificar as facetas da aprendizagem nas atividades práticas mostradas nos fascículos 1 e 2.
Vídeo “Palavra Cantada” – O Rato
Para aprofundamento:
 Vídeo “Salto para o Futuro” número 33
 Textos: pág. 69 e 85 do livro Ensino Fundamental de nove anos
 Proposta Pedagógica do BIA
 Currículo da Educação Infantil, pág. 49
 
Dever de Casa:Para 08.07.08 - Fascículo 1, pág. 20 a 34
 Trazer uma questão para discussão 
 

Registro Reflexivo – 03.06.2008

"Para viver tranqüilo, ocorrem cinco coisas;
- um copo de ciência;
- uma garrafa de sapiência;
- um barril de prudência;
- um tonel de consciência
- e um mar de paciência...".
Santo Alfonso


Acredito que no trabalho com educação tais ingredientes citados por Santo Alfonso também sejam muito úteis, pois apenas a detenção do conhecimento não é suficiente, precisamos de prudência para escolher o caminho certo respeitando o aluno, sua cultura e seus hábitos. Oferecendo algo que seja significativo e que contribua no seu processo de humanização. A consciência entra quando percebemos o tamanho de nossa responsabilidade e admitimos nossas lacunas e sentimos a obrigação de buscar, refletir e melhorar. Afinal estamos lidando com uma parte importante da formação do ser humano. E a paciência? Dessa precisamos é de um oceano! O processo de aprendizagem é muito subjetivo, depende de variáveis como cultura, estado emocional, condições de vida, ambiente, predisposição, dentre várias outras. A paciência é necessária para acompanhar e respeitar o ritmo de cada aluno criar estratégias que possibilitem o crescimento e a aprendizagem.
Assim temos em cada sala de aula um universo formado por vinte e cinco ou tinta crianças que se desenvolverão de forma singular, com tempos e formas diferentes. Sabendo disso o professor terá mais clareza do seu papel e conduzirá o processo de forma menos traumática para ele e para os alunos. E não sentirá a obrigação de, por exemplo, alfabetizar uma criança que ainda não tenha condições para isso, por estar sendo cobrado com o alcance de metas e avaliações que, às vezes, parece serem criadas por pessoas que desconhecem as teorias de desenvolvimento infantil e de aprendizagem.

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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