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Heloíse Martins

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18.11

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SE – DREC - NMP
CEFORM/EAPE
Tutora: Heloise Regina Martins


18.11.2008

Relação Dialógica:Família e Escola

"Um antigo ditado africano diz que "é preciso toda uma aldeia para educar uma criança".
                                     Canção dos homens

Como a escola vê a família:
Local livre de tensões.
Despreza as diversas formas de arranjo familiar que são consideradas perigosas ao bom desenvolvimento psíquico e moral das crianças.
Pais ausentes, descompromissados e despreparados para proteger e orientar os filhos.

Como a família vê a escola:
Em meios sociais favorecidos, o professor é um concorrente na ação educativa.
Em meios sociais menos favorecidos considera-se o professor como uma figura de autoridade.

Em uma perspectiva de colaboração mútua, que passa pela confiança e pelo conhecimento, é possível assegurar que os dois contextos mais importantes nos primeiros anos de vida de uma pessoa possam compartilhar critérios educativos que facilitem o crescimento harmônico das crianças.

A atuação dos pais é bem rara, de acordo com os resultados de pesquisa realizada em 2002 pelo Observatório do Universo Escolar. A instituição, um braço do Instituto La Fabrica do Brasil, parceira do Ministério da Educação, ouviu mais de 100 pais e educadores da rede pública e privada de todo país e constatou que só 13% das escolas públicas mantêm um relacionamento próximo com a família. Por outro lado, 43,7% dos pais de alunos da rede pública acreditam que, se fossem promovidos mais encontros e palestras interessantes, haveria maior integração com a escola.
Nova Escola, edição 166 - out/2003

O papel da escola e do professor:
A atitude da escola deve ser a de compreensão dos determinantes da ação da família, e não de censura do comportamento dela.

Há que entender que pesquisas na área têm evidenciado que a carência de oportunidades de convivência social nas cidades leva as famílias a se fecharem e viverem modelos interpessoais carregados de emoções negativas. Superar isso exige a criação de um ambiente coletivo mais aberto na escola, o que requer estreitar relações pelo diálogo e reconhecimento mútuo.
O professor não tem o papel terapêutico, mas o de conhecedor da criança, de consultor, apoiador dos pais, um especialista que não compete com o papel deles.

Sugestões:
Fazer com que os pais conheçam e discutam os objetivos da proposta pedagógica e os meios organizados para atingi-los, além de trocar opiniões sobre como o cotidiano escolar se liga a esse plano.
Proporcionar contatos formais e informais.
Observar e conhecer bem a criança.
Estabelecer critérios educativos comuns.
Oferecer modelos de intervenção e relação com as crianças.
Propor níveis de participação dos pais na escola.
Decidir quais serão os canais de comunicação com os pais.
Enriquecer a relação com os pais por meio da interação com outros profissionais.

O contato entre escola e família poderá transcender o nível de exigência administrativa para converter-se em um instrumento que melhore e facilite a tarefa educativa dos pais e dos professores.

Texto: A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano de Maria Auxiliadora Dessen; Ana da Costa Polonia
 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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