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Heloíse Martins

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23.09

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SE – DREC - NMP
CEFORM/EAPE
Tutora: Heloise Regina Martins

Plano de Aula – 23.09.2008

Tema: grafismo infantil
Objetivos:
 1 – Entender que o exercício do desenho contribui para o desenvolvimento da personalidade e de habilidades psicomotoras.
 2 – Identificar e explicar as características das fases do grafismo infantil de acordo com Luquet e Piaget.
 3 – Reconhecer que o desenho é uma forma particular de a criança representar a realidade que a cerca.

1 – Música: África
 

 

Quem não sabe onde é o Sudão
saberá
A Nigéria o Gabão
Ruanda
Quem não sabe onde fica o Senegal,
A Tanzânia e a Namíbia,
Guiné Bissau?
Todo o povo do Japão
Saberá

De onde veio o
Leão de Judá
Alemanha e Canadá
Saberão
Toda a gente da Bahia
sabe já
De onde vem a melodia
Do ijexá
o sol nasce todo dia
Vem de lá

Entre o Oriente e ocidente
Onde fica?
Qual a origem de gente?
Onde fica?
África fica no meio do mapa do mundo do
atlas da vida
Áfricas ficam na África que fica lá e aqui
África ficará

Basta atravessar o mar
pra chegar
Onde cresce o Baobá
pra saber
Da floresta de Oxalá
E malê
Do deserto de alah
Do ilê
Banto mulçumanamagô
Yorubá

  História: Rufina, Marciano Vasques
      Fazer a boneca de pano


3 – Trabalho com a técnica FOFA (forças e oportunidades, fraquezas e ameaças) com o tema África e Afrodescendências.

4 – Teoria Grafismo:
  Tópicos no quadro:
  Texto: Descoberta de um Universo: a evolução do desenho infantil, Tereza Bordoni
   Primeiros estudos no final do séc. XIX na psicologia.
   Concepções voltadas para a representação da realidade, ênfase na habilidade técnica.
   Luquet: erros e imperfeições devido à inabilidade e falta de atenção, tendência natural para o realismo.
   Os psicólogos percebem que a maneira própria de ver e pensar da criança é expressa também no desenho.
   O desenho é forma de expressão e de comunicação e as crianças sentem prazer em deixar sua marca.
   O desenho está ligado ao desenvolvimento da escrita, que é muito atraente para a criança.
  
  RECNEI, vol. 3
   O trabalho com o desenho deve ter como suporte a tríade:
    O fazer artístico: expressao e produção
    A apreciação: construção de sentido, gosto estético
    A reflexão: pensar sobre os conteúdos, compartilhas idéias

  Texto: Nancy Morita
   Ofertar variados materiais para desenhar.
   Respeitar o tempo e o repertorio particular de cada criança, não lhe dando modelos pré-concebidos pelos adultos.
   Ao indagar o que a criança desenhou, o adulto pode alterar a forma imagética, livre e prazerosa que a criança construiu, em função das expectativas ansiosas e escolarizadas do mundo adulto.
  
   

Fases do desenho Luquet, Piaget, Lowenfeld, Berson,
  
Intervenções gráficas: o professor faz para que a criança evolua no seu processo de representação. É oferecer variedades de material (tipo, tamanho, cor, forma do papel, diferentes materiais para desenhar).
  Sugestões de intervenções:
  1 - Cuidar do espaço visual, uma criação da criança.
  2 - Levantar propostas em artes visuais e disponibilizar materiais para as crianças.
  3 - Releitura de obras de arte: teatralizar, recortar, colar, esculpir, fotografar, contar histórias.
  4 - Usar o desenho como registro de um jogo, uma brincadeira ou de uma situação produzir desenhos em duplas.
  Realizar em sala: Fonte - Desenho e construção do conhecimento das crianças de Analice Pilar
   Criar desenhos com formas geométricas, colando no papel e fazendo a sombra
   Rios abertos
   Jogo dos rabiscos: em dupla

5 – Ouvir: O Pequeno Príncipe , discutir sobre a influência do adulto no desenho infantil

6 - Avaliação da aula: fazer um desenho que represente a aula e explicá-lo.

 

 


 
SE – DREC - NMP
CEFORM/EAPE
Tutora: Heloise Regina Martins

Registro Reflexivo – 23.09.2008

Nesse encontro, dois grandes temas foram abordados – afrodescendências e o grafismo infantil. O primeiro fez-se necessário para retomar a palestra do professor Carlos, que tratou do assunto com clareza e objetividade, dando um início às discussões a serem levadas ao ambiente escolar. Percebemos muitas lacunas na formação dos professores quanto à temática, mas infelizmente não podemos aprofundar com as cursistas, pois não temos disponibilidade no calendário para tantas abordagens importantes e profundas. Ao realizar o trabalho com a técnica FOFA as alunas identificaram pontos positivos (que ajudam) e negativos (que atrapalham) no trabalho com o tema na escola. Acredito que a técnica facilitará a execução de projetos ou atividades nessa área pelas cursistas.
A aula sobre o grafismo foi ótima, houve questionamentos e discussões. O ponto alto foi quando conversamos sobre as fases do desenho infantil e suas relações com as fases da aquisição da escrita, chegamos à conclusão que  o desenvolvimento do desenho influencia na aquisição da escrita, ou seja, também promove a aquisição de conhecimentos. Como sempre o tempo foi curto e parte da aula foi realizada no próximo encontro.

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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