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Heloíse Martins

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04.11

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SE – DREC - NMP
CEFORM/EAPE
Tutora: Heloise Regina Martins


Plano de Aula – 04.11.2008

Tema: Educação Especial, inclusão, deficiência mental e adequações curriculares

Objetivo: compreender os conceitos de inclusão, deficiência mental e adequações curriculares, entender como é feita a adequação curricular, discutir a prática da inclusão por meio de estudos de casos concretos.

1 – Leitura compartilhada: texto do livro “A Cama na Varanda” de Regina Navarro, p. 180
        Diário de bordo

2 – Apresentação de grupos da Ciranda da Leitura

3 – Aula: Educação Especial
 Texto: Meu Irmão – cinco alunas lêem na frente da turma
 Exposição teórica com transparências
 Explicar a ficha de adequações
 Estudos de caso em grupo

4 – Material para o e-mail
 Livro: Atendimento educacional especializado – DM
 Slides da aula
Link dos filmes: “Olha o Cara” e “A pessoa é para o que nasce” do site www.portacurtas.com.br
 Resolução 02/01 CNE
 Link: WWW.portalsindromededown.com
 Textos: Down e sexualidade
  O que é SD?

5 – dica do dia: Escola de Ikebana

6 – Teoria no quadro:
 
Histórico SD: descrita em 1866 por Sir John Langdon Haydon Down, e denominada idiotia mongolóide.
 Incidência: É sabido, há muito tempo, que o risco de ter uma criança com trissomia do 21 aumenta com a idade materna. Por exemplo, o risco de ter um recém-nascido com síndrome de Down, se a mãe tem 30 anos é de 1 em 1.000, se a mãe tiver 40 anos, o risco é de 9 em 1.000. Na população em geral, a freqüência da síndrome de Down é de 1 para cada 650 a 1.000 recém-nascidos vivos e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade. www.abcdasaude.com.br
 
Instabilidade altanto-axial:
                     Ocorre na atlas (C1) e na axis (C2).
                     Por frouxidão ligamentar ou malformação das vértebras (hipoplasia do arco posterior da atlas ou do processo odontóide da axis).
                     Ocorre em 15% da população down.
                     1 a 2% apresentam sintomas e precisam cirurgia.
                     Intervalo superior a 4,5mm entre C1 e C2 caracteriza a instabilidade.
                     Sintomas: dor, transtornos neurológicos, compressão medular, morte súbita.
  

Registro Reflexivo – 04.11.2008

Devido ao tempo e como as cursistas apresentaram os trabalhos da Ciranda de Leitura, infelizmente não pude fazer a aula sobre ensino especial. Mas o encontro foi surpreendente, os grupos que apresentaram superaram minhas expectativas. Foram aulas dinâmicas, com ótimo domínio de conteúdo, organizadas e criativas em sua maioria.
A seguir, um relato de como os grupos conduziram as apresentações:

Livro: Como Interpretar os Desenhos das Crianças, Nicole Bèdard, Ed. Isis:
Matutino: O grupo iniciou com a dinâmica das cores, tínhamos que escolher cores que representassem nossas colegas. Depois ficamos sabendo os significados das cores. As componentes apresentaram toda a teoria descrita pela autora utilizando desenhos de crianças para ilustrar as explicações. Ao final foi promovida uma discussão sobre a grande carga de subjetividade contida no livro, na forma como a autora analisa os desenhos e o fato de não haver referências teóricas no texto. Também criticamos a qualidade da edição, em que os desenhos reproduzidos estão em preto e branco.

Livro: O Desenho Cultivado da Criança, Rosa Iavelberg, Ed. Zouk:
Matutino: A apresentação foi dividida em cinco partes: leitura compartilhada, exposição teórica, análise de desenhos, propostas de atividades e conclusão. A aula foi muito bem conduzida, as cursistas mostraram bom domínio do conteúdo e souberam transmitir de forma clara e objetiva. Os recursos foram bem explorados e a aula foi enriquecida com exemplos e teorias de outros autores. Ao final fomos capazes de entender o conceito de desenho cultivado: é aquele que se dá a partir das experiências vividas no meio cultural e sua evolução ocorre por oportunidade de desenhar e pelo modo que é conduzido o trabalho na escola.


Livro: A Primeira Infância e as Raízes da Violência, Antõnio Márcio J. Lisboa, Ed. LGE: 
Vespertino: A temática do livro foi apresentada com aula expositiva, exemplos com reportagens de casos recentes, debate com a turma e conclusão. O grupo estava muito bem preparado e organizado. Os pontos discutidos foram:
 Definição de violência
 Causas da violência
 Medidas repressivas que não funcionam no combate à violência
 A importância do ambiente familiar, do comportamento da família
 A importância da educação e da mãe nesse processo
 A gênese da violência está na formação da personalidade (0 a 6 anos). Caso o cuidado com a criança seja negligenciado nesse período, há grande probabilidade de se tornar um adulto violento.
 A miséria, a falta de perspectivas, entre outras são apenas causas desencadeantes da violência. Afinal quem pratica o ato é sempre uma pessoa, daí dizer que a causa da violência é endógena.
 

 Livro: A Paixão de Conhecer o Mundo, Madalena Freire, Ed. Paz e Terra:
 Vespertino: O grupo iniciou com uma atividade em que nós teríamos que completar a frase: A paixão de conhecer o mundo é:
 Em seguida uma fala a respeito da importância de o educador refletir sobre as influências de seu trabalho na vida da criança. Com uma dramatização, o grupo mostrou como a autora do livro conduzia suas aulas, assim fizemos inferências das concepções de educação, criança, infância presentes no trabalho de Madalena Freire. Logo após houve uma explicação sobre os seguintes pontos da obra:
  O aluno é um sujeito dinâmico
  Como a autora conduziu a formação do símbolo, da representação (pré-requisito para a alfabetização)
  O planejamento das aulas era feito a partir da observação dos interesses dos alunos.
 Em outra dramatização, presenciamos uma entrevista a um grupo de professoras, na qual foram enfatizados os aspectos positivos e negativos do livro e reflexões sobre as condições de trabalho da nossa realidade e as descritas na obra. O grupo concluiu que, mesmo mostrando um cotidiano tão distinto, foi importante conhecer o trabalho de Madalena Freire e que muito de sua prática pode ser adaptada e utilizada por nós.
  

 

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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