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Heloíse Martins

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África e Afrodescendências

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A implantação da lei 10.639/03 e sua implicação na escola.


África e Afrodescendências

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua
origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e,
se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
(Nelson Mandela)

Essa temática não foi objeto de estudo na UnB. No entanto consideramos de extrema importância a promoção do debate com os professores sobre a implantação da Lei 10.639/03 que tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio.

A EAPE promoveu um colóquio com a professora Carmen Silvia Batista que é mestre em História e desenvolve trabalhos enfocando temáticas como: memória, representações, identidades, mestiçagens, sociabilidades, africanidades. E com o professor Carlos Alberto Santos, docente nos cursos de Pedagogia, Direito e Serviço Social de Universidade Católica de Brasília e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Africanidades da mesma instituição.

Os palestrantes procuraram debater a questão da busca da nossa identidade africana. Há uma visão sempre negativa da África, ligada ao trabalho escravo e isso nos distancia dela e impede a identificação de traços da cultura africana em nossa realidade. Mitos e crenças escondem o verdadeiro sentido e importância da cultura africana, dos quilombos dos, por exemplo. Por isso aprendemos a ver o negro como inferior devido aos seus atributos físicos e à sua origem africana.
Resgatar nossas raízes africanas e construir a noção de ancestralidade fortalece a comunidade e permite descobrir e discutir questões importantes como o sentido de comunidade e civilidade na cultura africana.

O professor Carlo Alberto apresentou alguns índices que, no mínimo, nos leva a uma séria reflexão sobre o papel humanizador da escola dentro de uma sociedade extremamente hierarquizada, que delimita os espaços de atuação dos indivíduos de acordo com seu modo de falar, sua origem, sua cor, seus costumes.
  Dados: 45% da população brasileira é afro descendente
   27% dos afro descendentes estão na universidade e 60% estão nos presídios

Na tutoria, nós promovemos uma palestra para os cursistas com o professor Carlos Alberto e realizamos um trabalho que permite a identificação de pontos positivos (forças e oportunidades) e negativos (fraquezas e ameaças) para a abordagem da temática no ambiente escolar. Dessa forma o professor terá um mapa fiel da realidade que o cerca e terá condições de iniciar um trabalho com maiores chances de êxito.
 
Material das palestras:
África e Brasil
África

Site: NEAFRO

Planos de aula: 16.09, 23.09

 

 

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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