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Heloíse Martins

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Letramento Digital

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Leia a respeito do uso da informática na escola e sobre alfabetização tecnológica do professor.

Letramento Digital

O que é tecnologia?
 No dicionário Houaiss: Conjunto dos conhecimentos científicos, dos processos e métodos usados na criação e utilização de bens e serviços.

 Para uma senhora, moradora de periferia, entrevistada num programa de televisão: “Coisas que você nunca imaginava antigamente e que hoje tem.”
 
 As primeiras tecnologias eram os elementos que havia na natureza, as mãos e o próprio cérebro humano. Com a criação de ferramentas, o homem percebeu que poderia fazer coisas além de seus próprios limites, ou seja, tais objetos funcionavam como uma extensão do corpo. Assim, a tecnologia é aquilo que potencializa as habilidades humanas nas diversas áreas do conhecimento, desde que o homem saiba utilizá-la adequadamente.

Fichamento dos textos estudados nas aulas:
 
Informática na Educação Infantil
 Périssé et al, 2001

“Há quem afirme que uma tecnologia nova é aquilo que não existia quando nascemos.”

O autor inicia com uma reflexão sobre a atitude da escola frente aos computadores. O uso dessa tecnologia acabou, de certa forma, caindo em um modismo. As escolas se sentiram obrigadas a criar “laboratórios de informática”. E, por desconhecimento do que fazer com os alunos nesses ambientes, os educadores, não usuários de informática, passaram a reproduzir modelos pedagógicos tradicionais com uma mera apresentação digital.

Erroneamente, a informática se tornou uma matéria a ser aprendida e não um meio facilitador da aquisição do conhecimento. O autor defende que o computador deve fazer parte da prática diária do professor, sempre que necessário e não apenas em horários delimitados; e que o professor precisa se tornar um usuário de informática.

O artigo descreve uma experiência com informática com crianças de dois a seis anos. As crianças tinham acesso livre às máquinas, se comunicavam por e-mails, jogavam, e ajudavam a confeccionar os materiais utilizados na sala (cartazes, bilhetes, etiquetas). A internet também era usada como ponto de partida de projetos.

Com essa dinâmica de trabalho, as crianças realmente entraram num processo de letramento digital, pois participavam efetivamente de práticas sociais que requerem a informática e perceberam a sua utilidade. Isso tornou o cotidiano escolar muito próximo da realidade social.   

Alfabetização Tecnológica do Professor
SAMPAIO E LEITE, 1999


Antes de definir o termo alfabetização tecnológica é necessário que se perceba a presença inegável da tecnologia em nossa sociedade. Mesmo sendo a produção das tecnologias controlada por interesses de lucro do capitalismo, a sua utilização acontece de acordo com os objetivos dos usuários.

Para que alfabetizar tecnologicamente o professor?
Selecionei três citações para responder essa pergunta.

 “Se hoje as tecnologias são parte do cotidiano das pessoas e contêm aspectos de sua cultura, sendo, no caso da mídia, promotoras de socialização, junto com a família e a escola (Belloni, 1991), esse tipo de alfabetização não pode ser dissociada da educação geral, da formação do cidadão. E para isso faz-se necessária a intervenção da escola no sentido de propiciar sistematicamente a interpretação das mensagens veiculadas nos meios de comunicação eletrônicos e a familiarização com a estética, a linguagem e o funcionamento das tecnologias em geral.”

 “A forma de a educação preparar as pessoas para o mundo tecnológico é fazer do aluno um sujeito reflexivo, que domina a técnica, que tem cultura geral e visão crítica para utilizar a tecnologia com “sabedoria”.”

 “Se as tecnologias fazem parte da vida do aluno fora da escola..., elas devem fazer parte também da sua vida dentro da escola. Um dos motivos para que assim seja está na constatação de que o sucesso do aluno na escola, no trabalho e na vida depende, entre outras coisas, da capacidade do professor de incorporar as experiências e conhecimentos dos alunos, utilizando-os como ponto de partida e como referência para a sistematização de conteúdos, para o desenvolvimento de uma visão crítica sobre a realidade...”


O texto cita o pensamento de Gadotti, explicando que a função da escola é fazer com que as crianças passem da cultura primeira à cultura elaborada. E essa cultura primeira é a popular, informal adquirida fora da escola e influenciada pelos meios de comunicação. Para não cair na banalização e na mistificação da cultura, a escola deve primar por uma pedagogia da comunicação que a analise criticamente.

Por fim, o conceito de alfabetização tecnológica do professor envolve o domínio contínuo e crescente das tecnologias que estão na escola e na sociedade mediante o relacionamento crítico com elas. Este domínio se traduz em uma percepção global do papel das tecnologias na organização do mundo atual e na capacidade do professor em lidar com as diversas tecnologias, interpretando suas linguagens e criando novas formas de expressão, além de distinguir como, quando e por que são importantes e devem ser utilizadas no processo educativo.


Slides: Tecnologias

Texto:
Informática na Educação Infantil - Périssé et al, 2001

Livro:
Do Giz à Era Digital - Maria Lúcia Santos

 

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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