Qual a palavra chave quando se pensa em ludicidade?
LIBERDADE!
Ludicidade
Declaração dos Direitos da Criança
Adotada pela Assembléia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil.
7º Princípio – A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo, seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
A professora Maysa Ornelas ministrou as aulas de lúdico, e iniciou nos mostrando que o brincar é um direito garantido à criança na Declaração dos Direitos da Criança, o que denota o reconhecimento da importância da brincadeira para desenvolvimento infantil.
Material: Lúdico Maysa
Conceitos básicos:
Lúdico: Embora comumente usado na forma substantivada, é um adjetivo que indica algo que possua a natureza do brincar.
Jogo: “... atividade física ou mental organizada por um sistema de regras que define a perda ou o ganho”.
Brinquedo: Suporte da brincadeira; pode ser material ou não.
Brincadeira: Ações lúdicas de natureza mais livre. Ex: correr, mexer na areia.
Lazer: Tempo disponível; descanso; folga.
Passatempo: Divertimento; diversão.
Pontos discutidos nas aulas:
O jogo tem regras explícitas e esse fato é o que o caracteriza. Já a brincadeira pode ou não ter regras e quando as tem geralmente são implícitas, pessoais que às vezes nem outra criança ou o adulto são capazes de entender.
Qualquer objeto e também o corpo humano possui duas funções: a lúdica e a pedagógica.
O material do jogo pode ser usado com objetivo lúdico ou pedagógico. Deve-se primeiro trabalhar o lúdico – deixar as crianças manipularem e brincarem como quiserem – e só depois promover as atividades pedagógicas.
O lúdico nem sempre é prazeroso. Quando perde, a criança experimenta o sofrimento. Por isso, a palavra chave do lúdico é liberdade.
Ao impor o jogo, o adulto faz com que parte da ludicidade se perca prejudicando a aprendizagem. Uma vez que o lúdico é o meio para a aprendizagem potencialmente significativa.
Aprendizagem significativa não é aquela necessariamente importante, mas sim a que faz conexão com conceitos ou habilidades pré-existentes.
É inadequado usar o brinquedo/material somente como instrumento pedagógico. Isso pode dificultar a aprendizagem da criança, já que a impede de exercer o lúdico, de explorar o objeto e reconstruir o conhecimento ao seu modo.
Ao observar a criança brincando o professor tem a oportunidade de descobrir comportamentos e avaliar a evolução da criança nos aspectos motor, afetivo, social, cognitivo.
Para a criança aprender ela precisa brincar, por isso envolve a brincadeira em todas as ações que executa.
O lúdico deve fazer parte da natureza de todas as ações em sala de aula.
Segredo
Os carros atropelam minha bola
A empregada reclama do encerado
Mamãe esconde sempre meus esqueites,
pois se eu caio
dou despesa e atrapalho.
Os adultos
- cá pra nós –
Só dão trabalho
Leila Míccolis
O homem é um ser naturalmente “brincante”?
Sim.
De acordo com HUIZINGA (1980) apud ORNELAS, desde que o mundo é mundo, o homem sempre manifestou uma tendência lúdica – uma competência inata para brincar e jogar - sendo por isso denominado, além de homo sapiens, homo ludens. Para este historiador, o jogo é um fenômeno presente em todas as sociedades, sendo inegável a sua existência como elemento da cultura. Nesse sentido, reconhecer e dar lugar ao lúdico na sociedade e na educação significa buscar satisfazer a um impulso natural do ser humano.
Qual a contribuição da brincadeira no campo das relações sociais?
“O brincar proporciona a troca de pontos de vista diferentes, ajuda a perceber como os outros o vêem, auxilia a criação de interesses comuns, uma razão para que se possa interagir com o outro. Ele tem em cada momento da vida da criança, uma função, um significado diferente e especial para quem dele participa. Aos poucos os jogos e brincadeiras vão possibilitando às crianças a experiência de buscar coerência e lógica nas suas ações governando a si e ao outro. Elas passam e pensar sobre suas ações nas brincadeiras, sobre o que falam e sentem, não só para que os outros possam compreendê-las, mas também para que continuem participando das brincadeiras. Aí está o difícil e o fácil que é o brincar e o conviver com o outro.” (DORNELLES, 2001)
Resenha do texto:
“Brincadeira e Desenvolvimento Infantil: um olhar sociocultural construtivista” de Norma Lúcia Neris de Queiroz, Diva Albuquerque Maciel, Ângela Uchôa Branco.
Resenha Brincadeira e Aprendizagem
Para as aulas na tutoria elaboramos dois materiais, um com conceitos e teorias sobre lúdico e outro sobre psicomotricidade e as fases do jogo segundo Piaget.
Slides: Lúdico 1
Lúdico 2
Psicomotricidade
Textos:
Brincadeira e Desenvolvimento Infantil: um olhar sociocultural construtivista - Norma Lúcia Neris de Queiroz, Diva Albuquerque Maciel, Ângela Uchôa Branco.
Escolarização e Brincadeira na Educação Infantil - Tizuco Morchida Kishimoto
Criatividade em Sala de Aula - Eunice Alencar
Livros:
Brincar para Todos – Ministério da Educação
O Jogo e a Educação Infantil – Tizuko Kischimoto
Educação de Corpo Inteiro – João Batista Freire
Planos de aula: 10.06, 09.09, 28.10
Sites:
Jogos Cooperativos





