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Heloíse Martins

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Portifólio

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Quino
Avaliar por meio de portifólio: uma estratégia interessante.


Portifólio

 Portifólio, porta-fólio ou portfólio?
 Todas as formas são aceitas! Embora conste nos dicionários apenas a forma porta-fólio.

Nas nossas primeiras aulas o tema portifólio foi tratado pela professora Márcia Gondim e pelo professor Leandro Gabriel.
Discutimos sobre os tipos de avaliação:
 Formativa: promove a aprendizagem, não apenas mede o conhecimento.
        É multilateral.
        Não é classificatória e punitiva.
        É mediadora, cidadã
 Comparativa: compara índices, por exemplo, a Prova Brasil.
 Somativa: é classificatória, somar pontos para ser aprovado para a série seguinte.

 Segundo Georgea Suppo Prado Veiga de Mello, a avaliação formativa parte do pressuposto:
  “...que o trabalho educativo deve estar voltado para o desenvolvimento integral do indivíduo, precisa-se desenvolver meios que possibilitem avaliar além do que os olhos possam enxergar, tendo uma compreensão do meio em que vive, maior percepção de si mesmo, os próprios valores de uma sociedade em desenvolvimento e o respeito à cultura de um povo.”

O portifólio é um instrumento para avaliação formativa. É uma seleção de trabalhos significativos para a aprendizagem do aluno. O professor deve criar objetivos e construir o portifólio junto com a turma, além de estabelecer os descritores, ou seja, os critérios para avaliar o alcance dos objetivos. No trabalho com portifólio, o aluno assume uma postura autônoma em relação ao seu processo de avaliação. Ao rever suas produções, a criança dever ter a chance de refazê-las, é interessante que todas as versões de uma mesma atividade constem no portifólio.
Segundo Ivanildo Amaro de Araújo, é uma forma de avaliação que foi inspirada nas artes. Buscando desse campo conceitos e linhas de pensamento que embasaram uma nova postura de avaliação diferente daquela que apenas quantifica o aluno.

Princípios norteadores, segundo Maria Benigna Villas Boas
Construção
Reflexão
Auto-avaliação
Criatividade
Parceria
Autonomia
Comunicação
Processualidade

Slides: Avaliação e Organização do Trabalho
 

A EAPE ofereceu uma palestra com a professora Cláudia Queiroz, que enriqueceu nossos conhecimentos sobre o tema abordando os seguintes aspectos:
 O portifólio pode ser um instrumento ou um procedimento avaliativo
   
O portifólio requer:
      Sentido de avaliação para a aprendizagem
      Processualidade
      Organização do tempo
      Autonomia
      Pesquisa e reflexão
      Conhecimento dos descritores
      Coordenação coletiva
      Objetivos claros
A avaliação informal é um juízo de valor e pode ser usada de forma positiva ou negativa. O portifólio é uma forma de usar a avaliação informal de maneira positiva.
É importante evitar as comparações entre os alunos, o adequado é reportar-se sempre aos descritores do portfólio para avaliar a evolução do aluno.
Promover momentos de socialização dos portifólios dá aos alunos a oportunidade de falarem sobre suas produções e de valorizar os trabalhos dos outros.

Slides: Cláudia Queiroz


Estudamos o texto: Porta-Fólio: Uma Síntese, Várias Idéias de Carmyra Oliveira Batista. A autora defende que o trabalho com portifólio deve envolver também a família fazendo com que pense sobre a avaliação de seus filhos. Abolindo a idéia de que a avaliação é algo normativo, quantificador daquilo que fazemos. Pois, “... o cotidiano escolar é complexo diverso, não se repete.” (BATISTA,2006).
O texto traz citações de outros autores quanto ao conceito e às intenções de se fazer um portifólio, selecionei os seguintes:

Hernández (2000, p.166) “um continente de diferentes tipos de documentos (anotações pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais etc.) que proporciona evidências do conhecimento que foram sendo construídas, as estratégias para aprender e a disposição de quem o elabora para continuar aprendendo.”

Valencia (2002, P.338) considera que o valor do portfólio não está em sua aparência ou organização, mas sim no que ele sugere nos processos cognitivos de seus autores e leitores.

O portifólio é uma estratégia fundamentada em objetivos e que abrange várias dimensões:
       Dimensão Política: finalidades da ação pedagógica.
       Dimensão Ética: está entre as dimensões política e técnica e orienta o trabalho educacional para a valorização da subjetividade humana.
       Dimensão Técnica: recursos utilizáveis para a socialização do conhecimento. A avaliação é o próprio processo de desenvolvimento, consideras as possibilidades e não os limites.
       Dimensão Estética: articula o intelectual ao afetivo. Permite analisas como o aluno construiu o conhecimento.
       Dimensão Dialética: promove a discussão, o questionamento, o diálogo.

Textos:
 O Porta-Fólio como Reflexão da Própria Aprendizagem, uma Contribuição para o PIE
 Ivanildo Amaro de Araújo

A utilização do portifólio na educação infantil: um instrumento avaliativo
Georgea Suppo Prado Veiga de Mello

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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