Tutoria

O que é o trabalho de tutoria?
Que posturas devemos assumir?
Quais são os nossos desafios?
Ao iniciar os trabalhos na UnB, como tudo ainda era novo e permeado por muitas dúvidas, sentia-me um pouco insegura e sem saber como seriam os encontros com os cursistas. Após algumas aulas, ficou clara qual é a função do tutor e suas responsabilidades frente a um curso de formação continuada.
A necessidade de aprendizagem do professor é constante, pois, a todo o momento, ele é surpreendido com novas questões em sala de aula, que devem levar à reflexão sobre sua prática e à busca de embasamento teórico.
Assim o tutor assume a postura de direcionar e coordenar a construção de conhecimentos, formando uma rede de aprendizagem dentro do grupo. Deve estabelecer um clima de respeito ao outro e de apoio mútuo com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional. Além de formar professores-pesquisadores: aqueles que rejeitam a perspectiva do professor como consumidor de conhecimento acadêmico, transmissor e implementador do ensino e passam a assumir uma postura reconstrução do conhecimento reafirmando a relação prática-teoria-prática.
Para orientar os novos tutores, o Centro de Formação de Professores da UnB disponibilizou o “Guia do Tutor – Fundamentos para o Trabalho de Tutoria” adaptado por Ana Dilma de Almeida Pereira. O documento esclarece pontos importantes para a dinâmica do trabalho de tutoria. Um desses pontos são as condições facilitadoras da aprendizagem do adulto. A primeira delas é criar condições de participação já que o adulto aprende por meio de troca de experiências; tornar o conteúdo significativo e relacionado com a prática além de ter objetivos claros e constantes avaliações dos encontros para que o tutor possa adequar o curso à real demanda da turma. Atentar para o uso de recursos e técnicas de trabalho adequados e para a organização da sala também são pontos importantes que ajudam a estabelecer um clima físico e psicológico favorável à aprendizagem.
O trabalho do tutor pode ser definido em três dimensões: a de facilitador, que orienta o grupo na busca de autonomia na aprendizagem. A de mediador, que pode interferir com o objetivo de aprimorar as produções escritas e as discussões. E, por fim, a de catalizador, que questiona, critica, auto-avalia e reflete com o grupo sobre o redimensionamento da prática.
A tutoria é um desafio constante. O tutor se ocupa não apenas com o aprofundamento teórico em si, mas também em como transformar os encontros em espaços de trocas de experiências promovendo a reflexão do professor sobre sua prática e ampliando o conhecimento a cerca das temáticas apresentadas. No entanto o trabalho é compensador pela aprendizagem que proporciona por meio da relação de convivência com professoras que levam para a sala de aula experiências, questionamentos, angústias, e, sobretudo, conhecimento.