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Heloíse Martins

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A Gênese da Violência

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Você já pensou sobre a causa de toda essa violência que frequentemente nos assusta tanto fora quanto dentro do ambiente escolar? 
O pediatra Antônio Lisboa aborda o assunto e propôe alternativas para frear o crescimento da delinquência em seu livro "A Primeira infância e as raízes da violência".

Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.
Se as crianças convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.
Se as crianças vivem com medo aprendem a ser medrosas.
                                                              Dorothy Law Nolte

A Primeira infância e as Raízes da Violência: Proposta para diminuição da violência
Antônio Márcio Junqueira Lisboa, 2007

“...é mais fácil construir crianças do que seguir tentando consertar adolescentes e adultos.”
Problema identificado: as ações do governo são de ordem repressiva, paliativa e não preventiva. Tais medidas atuam somente sobre as causas predisponentes da violência ou sobre suas conseqüências (condições socioeconômicas, narcotráfico, impunidade, contrabando, venda de armas).
Fatores que levam à gênese da delinqüência: falta de atenção,de amor, de segurança, de princípios, de valores, de limites, de disciplina e a baixa auto-estima.
A causa da violência não é a pobreza, as desigualdades sociais, o narcotráfico, a impunidade, o contrabando, a falta de policiais ou até mesmo o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente e sim o comportamento humano. Pois apesar de ações pontuais, a violência continua aumentando.
Causa interna: o comportamento do homem, é causa determinante da violência (não há políticas públicas para formar bons cidadãos).
Causas externas: corrupção, impunidade, miséria, etc. (essas são causas desencadeantes da violência). As políticas públicas incidem aqui.
Classificação das causas da delinqüência:
 Por doença mental
 Psicopatologia
 Problemas sociais graves

O ser humano age de acordo com as normas de conduta que aprendeu na infância.
“Hoje está sobejamente comprovado que a qualidade dos cuidados parentais que as crianças recebem nos primeiros anos de vida é de fundamental importância para sua saúde mental futura. É necessário que elas tenham a vivência de uma relação íntima, contínua, gostosa, com suas mães biológicas ou substitutas para o desenvolvimento do apego. É o apego e a convivência com a família que os psiquiatras, psicólogos e pediatras julgam estar na base do desenvolvimento da personalidade, do caráter e da saúde mental.”
Definição de saúde: resultado do equilíbrio dinâmico entre o indivíduo e o seu meio ambiente.
A doença e a violência seriam resultantes de um desequilíbrio da esfera biológica ou comportamental.

Baixe aqui o texto completo: Raízes da Violência - fichamento

O livro carece, por vezes, de um maior aprofundamento teórico tornando-se superficial em alguns pontos para nós profissionais. E também acredito que a redução das causas da violência à apenas um fator - a falta de cuidados na infância - pode comprometer uma investigação mais profunda do assunto.
No entanto, o livro é uma excelente ferramenta para um trabalho com os pais. Pois apresenta uma linguagem simples e aborda pontos como educação, disciplina e chama a atenção para a importância do desenvolvimento saudável da personalidade da criança.
O professor pode, por exemplo, trabalhar partes do livro nas reuniões de pais, promovendo discussões, palestras e também criar um "tira-dúvidas" em uma caixa com perguntas anônimas que seriam discutidas nos encontros.

Material: Violência sexual contra crianças e adolescentes - marcos conceituais, da psicóloga Rosário Ferreira.

Sugestão de atividade: Enfrentando a Violência com Fantasia, Revista Nova Escola.
Essa atividade trata exatamente de um prblema que sempre acontece na sala de aula: crianças brincando de luta, ladrão e polícia, guerra etc. E quase sempre ficamos em dúvida sobre o que fazer. Vale a pena conferir. O arquivo está dividido em três partes - Atividade violência A, B e C.

Leia uma entrevista publicada na Revista Veja com o psicólogo canadense Robert Hare sobre psicopatas.

 

Leitura Compartilhada

Como é de costume iniciar todas as aulas com uma leitura compartilhada, a minha é a imagem da Beatriz Milhazes que está no cabeçalho. Lembra muito o mundo infantil com suas cores, movimentos e travessuras... Mundo esse que o professor não pode deixar de levar para o cotidiano escolar. Pois, bem sabemos que, ao inserir a realidade da criança na a sala de aula promovemos a aprendizagem significativa descrita por David Ausubel, ou seja, a que está ancorada a conhecimentos existentes. Pois, o que mais influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe, que o autor define como conceito subsunsor,aquele que facilita a interação da nova informação com uma estrutura de conhecimento específica.
Fonte: Teorias de Aprendizagem, Marco Antônio Moreira, 1999

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